Claro que como boa Lusófona que sou tinha de comentar tal notícia, já que por estes dias não se fala de absolutamente mais nada!
Sinceramente? Não me espanta nada que casos como este se passem, afinal de contas o nosso país não é governado por santinhos e, corruptos é o que por aí há mais. Contudo, isto não deve ser motivo de abusarem dos factos e de distorcerem a verdade, o que sucedeu na Lusófona acontece noutras Universidades, obter entre 120 e 160 créditos devido ao reconhecimento e creditação da sua experiência profissional e académica.
É preciso ter em conta três pontos essenciais sobre a creditação de competências:
" 1) A creditação de competências (ou da experiência profissional) não é uma especificidade da nossa universidade. É feita em muitas outras, como, por exemplo, a Universidade de Lisboa ou a Universidade Nova de Lisboa.
2) A verdade é que todas as universidades que se organizam pelo sistema
de unidades de crédito, ECTS, (em conformidade com Bolonha) devem,
obrigatoriamente, realizar creditação de competências. (Decreto –Lei
74/2006, art. 45.º, Creditação)
Para os que acham o número de créditos concedido excessivo, aqui vai mais uma explicação:
3) Não existe limite superior para o número de créditos a conceder em
virtude da experiência profissional. Estabelecer um limite para esse
número de créditos seria uma recusa do reconhecimento de experiências
profissionais, ou seja, seria contrário ao que está estabelecido no
ponto 4.5.2 do Guia europeu para os ECTS:
O que não faz sentido é culpabilizar
universidades pela aplicação de uma medida à qual estão obrigadas. Por
outro lado, é natural que a maioria das pessoas (alunos, profs,
jornalistas, opinadores, etc.) não conheça os meandros da legislação do
ensino superior. Assim como é natural que muitos não concordem com essa
legislação. Quanto a isso, no hard feelings."
Texto de Carlos Poupa
-----------------------------------
E sim, eu também recebi o famoso mail e até me vou dar ao trabalho de o colocar aqui em seguida:

Posto isto, eu só posso concluir que como aluna da Lusófona que sou e, em relação ao meu curso, não meus caros ele não é dado de mão estendida! Eu farto-me de estudar para ter notas minimamente decentes, tenho aulas laboratoriais de 2h/3h por cadeira, tenho professores competentes que nos pedem relatórios, seminários, investigação e, muitas vezes temos de ser nós a descobrir, a querer saber mais e, se for o caso os professores ajudam-nos neste alargar de conhecimentos. O que eu quero dizer é que não devem aliás, não podem, meter uma Lusófona inteira por um caso isolado. A Lusófona tem excelentes alunos, tem excelente currículo de docentes, tem investigação dentro da universidade e está sempre a querer mais e melhor para si e para os seus. Relativamente à FECN - Faculdade de Engenharias e Ciências Naturais, não tenho razões de queixa, bem pelo contrário, merecem os meus parabéns pelo que me proporcionam - até pelas dores de cabeça; quanto às outras faculdades do grande grupo Lusófona, parece-me a mim que também estas se regem no intuito de darem um futuro melhor e um ensino de Excelência aos seus alunos. Não acho normal que à falta de melhores notícias resolvam destruir a reputação de uma Universidade que, muitas vezes perde já pelo simples facto de ser privada. Façam um jornalismo de melhor qualidade e não se aproveitem disto para colocar todos os alunos da Universidade Lusófona neste barco, já nos prejudicaram o bastante.
Eu, continuarei sempre a dizer que me orgulho de ser aluna de Engenharia Biotecnológica da Universidade Lusófona de Humanidades e Tecnologias.
Aqui deixo a página criada em prol da defesa da universidade por partes de alunos e ex-alunos:
https://www.facebook.com/groups/381271998593042/?ref=ts
Sempre Lusófona!