sexta-feira, 28 de setembro de 2012

Fernando Pessoa

O amor, quando se revela,
Não se sabe revelar.
Sabe bem olhar p'ra ela,
Mas não lhe sabe falar.

Quem quer dizer o que sente
Não sabe o que há de *dizer.
Fala: parece que mente
Cala: parece esquecer

Ah, mas se ela adivinhasse,
Se pudesse ouvir o olhar,
E se um olhar lhe bastasse
Pr'a saber que a estão a amar!

Mas quem sente muito, cala;
Quem quer dizer quanto sente
Fica sem alma nem fala,
Fica só, inteiramente!

Mas se isto puder contar-lhe
O que não lhe ouso contar,
Já não terei que falar-lhe
Porque lhe estou a falar..

terça-feira, 18 de setembro de 2012


¿no es así?


Oh Charles ...


Governo...

...para eles deixamos de ser pessoas, somos apenas números, meros códigos de barras a quem se tenta extrair o máximo possível...

I WILL !

 two years from now

ahahahah


* Keep calm and enjoy, the best photos *

"Faz mais do que queres, mais do que sentes. Faz mais daquilo que te passa instantaneamente pela cabeça e que acabas por achar uma loucura. Faz-te aos sonhos, ás pessoas e ás ideias. Faz aquilo que achas ser certo, e o que achas ser errado também. Experimenta a diferença, experimenta a exclusividade. Faz por te afirmares. Grita as tuas ideias, diz mais vezes "eu consigo". Diz mais vezes que gostas,
chora mais vezes quando tens vontade. Ouve mais música, passa mais noites com os amigos. Comete loucuras, comete erros e volta a cometê-los as vezes que forem necessárias. Estabelece objectivos e atinge as metas que queres. E tenta querer mais: mais beijos, mais horas na cama de manhã, mais cafés quentes no Inverno, mais banhos gelados no Verão, mais beijos apaixonados, mais guerras de almofadas, mais pipocas e cinema. Pratica a espontaneidade e diz aquilo que pensas sem medos, sem receios. Deita fora a tua agenda e diz "não" à rotina. Conhece pessoas novas, apaixona-te muito. Apaixona-te diariamente pelas pessoas, pelos locais, pelos momentos. Diz piadas secas ou chora nos filmes românticos. Conta histórias, faz-te ouvir. Faz aquilo que te apetece, aquilo que te faz bem. Faz mais por ti, faz mais daquilo que gostas e dizes não ter coragem. Faz mais e melhor. Faz tudo aquilo que te permite dizer "sou feliz"."

 Ana, Keep calm and enjoy, the best photos

sexta-feira, 7 de setembro de 2012

Payphone

I'm at a payphone trying to call home 
All of my change I spent on you
Where have the times gone, baby it's all wrong
Where are the plans we made for two
Yeah, I, I know it's hard to remember

The people we used to beIt's even harder to picture
That you're not here next to me
You said it's too late to make it
But is it too late to try?
And in our time that you wasted
All of our bridges burned down
I've wasted my nights

You turned out the lightsNow I'm paralyzed
Still stuck in that time when we called it love
But even the sun sets in paradise
I'm at a payphone trying to call home

All of my change I spent on you
Where have the times gone, baby it's all wrong
Where are the plans we made for two
If happy ever after did existI would still be holding you like this

All those fairy tales are full of shit
One more fucking love song I'll be sick
You turned your back on tomorrow

Cause you forgot yesterdayI gave you my love to borrow
But you just gave it away
You can't expect me to be fineI don't expect you to care
I know I've said it before
But all of our bridges burned down
I've wasted my nightsYou turned out the lights

Now I'm paralyzed
Still stuck in that time when we called it love
But even the sun sets in paradise
I'm at a payphone trying to call home

All of my change I spent on you
Where have the times gone, baby it's all wrong
Where are the plans we made for two
If happy ever after did existI would still be holding you like this

All those fairy tales are full of shit
One more fucking love song I'll be sick
Now I'm at a payphone...
Man fuck that shitI'll be out spending all this money while you sitting round

Wondering why wasn't you who came up from nothing
Made it from the bottomNow when you see me I'm strutting
And all of my cars start with a push of a button
Telling me the chances I blew up
Or whatever you call it
Switched the number to my phone
So you never could call it
Don't need my name on my show
You can tell it I'm ballin'
Swish, what a shame could have got picked
Had a really good game but you missed your last shot
So you talk about who you see at the top
Or what you could have saw
But sad to say it's over for
Phantom pulled valet open doors
Wiz like go away got what you was looking for
Now it's me who they want
So you can go and take that little piece of shit with you
I'm at a payphone trying to call home

All of my change I spent on you
Where have the times gone, baby it's all wrong
Where are the plans we made for two
If happy ever after did existI would still be holding you like this

All these fairy tales are full of shit
One more fucking love song I'll be sick
Now I'm at a payphone...

quinta-feira, 6 de setembro de 2012

G

Anda mesmo giro, agora qualquer coisa que nós dizemos ele vai e pumba, diz também e em momentos deliciosos!
Na semana passada dediquei-me finalmente a fazer madeixas e, estava especialmente disléxica nesse dia, e pronto...madeixas loiras dá logo para o fenómeno de burrice associado às loiras, verdade ou não a coisa estava tão má para o meu lado que o meu meio metro só diz "cala-te oh magui, estás mesmo loira pah! só dizes disparates" e pronto, eu do meu metro e meio fiquei a olhar para uma coisinha tão pequena e a pensar "até este goza com a madrinha, não há direito!"! Claro que a reacção instantânea é rir com ele, porque pronto..é lindooo e fofo e giro e divertido e tem a melhor gargalhada do mundo!
Na segunda esteve cá, e estivemos a contar-lhe as histórias do Buddha Eden - Garden of Peace, onde os meus pais queridos passaram o dia a lamentar-se por não terem levado o sobrinho "olha isto, olha aquilo ele ia gostar tanto, temos de cá vir com ele!!!!". Num dos momentos a pensar no pinguim, o meu pai lembrou-se de encenar uma luta com um dragão de pedra - lógico - e explicou todo o conteúdo da luta ao G, a conversa termina com o meu pai a dizer "e ele voou" e o meu pequeno do alto do seu tamanho espantado a dizer "se ele era de pedra, como é que voava???"! Coisinha mais esperta!

 - e um balde, queres? -


IT'S SO FLUFFY , I'M GONNA DIEEEE

so so soooo cute =)

The Thunder Song

adoro adoro adoro 
ahah

want it !!!


LP


"Ten thousand promises, ten thousand ways to lose"

sábado, 1 de setembro de 2012

Séries

Tantas saudades que tenho, aiiim volteeem *.*












M "Acéfala" R P

"Serve esta crónica para retratar e comentar um certo elemento que existe frequentemente em grupos masculinos e que responde pelo nome genérico de ‘Gordinha’. A Gordinha é aquela amigalhaça companheirona que desde o liceu cultivava o estilo maria-rapaz, era espertalhona e bem-disposta, cheia de energia e de ideias, sempre pronta para dizer asneiras e alinhar com a malta em programas. Ora acontece que a Gordinha é geralmente gorda e sem formas, tornando-se aos olhos masculinos pouco apetecível, a não ser em noites longas regadas a mais de sete vodkas, nas quais o desespero comanda o sistema hormonal, transformando qualquer bisonte numa mulher sexy, mesmo que seja uma peixeira com bigode do Mercado da Ribeira.
A Gordinha é porreira, é fixe, é divertida, quer sempre ir a todo o lado e está sempre bem-disposta, portanto a Gordinha torna-se uma espécie de mascote do grupo que todos protegem, porque, no fundo, todos têm um bocado de pena dela e alguns até uma grande dose de remorsos por já se terem metido com a mesma nas supracitadas funestas circunstâncias. E é assim que a Gordinha acaba por se tornar muito popular, até porque, como quase nunca consegue arranjar namorado, está sempre muito disponível para os mais variados programas, nem que seja ir comer um bife à Portugália e depois ao cinema.
À partida, não tenho nada contra as Gordinhas, mas irrita-me que gozem de um estatuto especial entre os homens. Às Gordinhas tudo é permitido: podem dizer palavrões, falar de sexo à mesa, apanhar grandes bebedeiras e consumir outras substâncias igualmente propícias a estados de euforia, podem inclusive fazer chichi de pernas abertas num beco do Bairro Alto porque como são ‘do grupo’ toda a gente acha muita graça e ninguém condena.
Agora vamos lá ver o que acontece se uma miúda gira faz alguma dessas coisas sem que surja logo um inquisidor de serviço a apontar o dedo para lhe chamar leviana, ordinária, desavergonhada e até mesmo porca. Uma miúda gira não tem direito a esse tipo de comportamentos porque não é one of the guys: é uma mulher e, consequentemente, deve comportar-se como tal. E o que mais me irrita é quando as Gordinhas apontam também elas o dedo às giras, quando estas se comportam de forma semelhante a elas.

Ser gira dá trabalho e requer alguma diplomacia. Que o digam as minhas amigas mais bonitas e boazonas que foram vendo a sua reputação ser sistematicamente denegrida por dois tipos de pessoas: os tipos que nunca as conseguiram levar para a cama e as gordas que teriam gostado de ter sido levadas para a cama por esses ou por outros. Uma mulher gira não pode falar alto nem dizer palavrões que lhe caem logo em cima. Já uma Gordinha pode dizer e fazer tudo o que lhe passar pela cabeça, porque conquistou um inexplicável estatuto de impunidade.
Porquê? Porque não é vista como uma mulher? Porque todos têm pena dela? E, já agora, porque é que quando uma mulher está/é gorda nunca ninguém lhe diz, mas quando está/é magra, ninguém se coíbe de comentar: «Estás tão magra!?»
Como dizia a Wallis Simpson: «Never too rich, never too slim». E quanto às Gordinhas, o melhor é arranjarem um namorado. Ou uma dieta. Ou as duas coisas."
 
 
A presença crónica data de 2010 e é escrita por Margarida Rebelo Pinto, publicada no semanário Sol e anda agora a passear nas redes sociais. Nunca tive nada contra a dita senhora e continuo sem ter, embora os seus livros, que confesso ter tentado ler, não me digam absolutamente nada...mas caramba há que ter juízo! Gosto do género literário porque se faz representar mas os livros dela são-me indiferentes. Contudo, há uns dias deparei-me com este brilhante excerto com que a senhora achou por presentear o país. 
Ora eu fiquei a pensar para com os meus botões que até sempre me dei bem com rapazes, muito melhor com rapazes do que com raparigas e sim, sou gordinha com 10kg a mais do que o que devia, é facto...mas nem sempre o fui e lá está, sempre me dei melhor com rapazes! Os rapazes são simples, práticos, pouco se importam com esquemas, intrigas e bla bla bla tão comuns ao sexo feminino, vivem a vida e são felizes por isso. Sempre me dei com grupos mistos e, nesses grupos existiram sempre rapazes e raparigas de toda a forma e feitio e não era com base nas formas de cada um que as chamadas pessoas tinham mais liberdade para se expressar! Este texto parece-me a mim um bocado de dor de cotovelo de um possível feitio elitista e de uma personalidade "anti-camaradagem masculina", é que só pode! É daquelas alturas da vida em que as pessoas deviam pensar duas vezes antes de abrir a boca e permanecerem caladas para não se encontrarem no ridículo.
Como disse Tiago Mesquita no Expresso um destes dias: "Eu acrescento, cara Margarida, como tão bem diria Walter Gropius:"o cérebro humano é como um chapéu de chuva: funciona melhor quando aberto." E dão muito jeito, uma coisa e a outra. Ter ambas é o ideal: um guarda-chuva e um cérebro."

Não poderia estar mais de acordo, just saying ...