quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

"O primeiro amor leva tudo", será?

"É fácil saber se um amor é o primeiro amor ou não. Se admite que possa ser o primeiro, é porque não é, o primeiro amor só pode parecer o último amor. É o único amor, o máximo amor, o irrepetível e incrível e antes morrer que ter outro amor. Não há outro amor. O primeiro amor ocupa o amor todo.
Nunca se percebe bem por que razão começa. Mas começa. E acaba sempre mal «só porque acaba». Todos os dias parece estar mesmo a começar porque as coisas vão bem, e o coração anda alto. E todos os dias parece que vai acabar porque as coisas vão mal e o coração anda em baixo.
O primeiro amor dá demasiadas alegrias, mais do que a alma foi concebida para suportar. É por isso que a alegria dói — porque parece que vai acabar de repente. E o primeiro amor dói sempre de mais, sempre muito mais do que aguenta e encaixa o peito humano, porque a todo o momento se sente que acabou de acabar de repente. O primeiro amor não deixa de parte «um único bocadinho de nós». Nenhuma inteligência ou atenção se consegue guardar para observá-lo. Fica tudo ocupado. O primeiro amor ocupa tudo. E inobservável. E difícil sequer reflectir sobre ele. O primeiro amor leva tudo e não deixa nada.
Diz-se que não há amor como o primeiro e é verdade. Há amores maiores, amores melhores, amores mais bem pensados e apaixonadamente vividos. Há amores mais duradouros. Quase todos. Mas não há amor como o primeiro. É o único que estraga o coração e que o deixa estragado.
"

Miguel Sousa Tavares



É bom quando deixa de doer.
É bom quando voltamos a sorrir. E, é bom quando nos fazem sorrir.
*.*

"Could you choose a smile?"

 A resposta parece simples, mas será que é de facto?
Há pouco tempo li um estudo que comentava a tristeza espelhada no rosto dos portugueses..e porque será? Não, a resposta para mim não se prende só com a tão aclamada crise. Que a vida está difícil já se sabe, mas também já o era, agora..só piorou..mas não pode ser motivo. O estudo já não é recente, o que significa que não sorrimos porque simplesmente estamos habituados às rotinas diárias. Dá muito trabalho. Está a chover. Está frio. Sente-se o stress, o cansaço, muito trabalho e pouca vontade. Tudo corre mal. Deixámo-nos levar pela atitude derrotista que nos é comum, o que não faz sentido. Sim, somos pequenos..e então? Pequenos vencedores, com excelentes raízes e uma força de vontade genuína. É altura de começar a mostrar uma atitude portanto, que tal começarmos por meros sorrisos? Sabe tão bem ir na rua na nossa vidinha e ver alguém sorrir, a mim pelo menos sabe-me bem! Ver alguém sorrir de forma compenetrada e discreta na sua vida é contagiante, o ideal seria espalhar por aí uma corrente de sorrisos..ia saber bem de certeza! Por uma milésima de segundo tudo ia parecer menos doloroso!
Eu por mim, escolho sorrir. Sorrir faz bem, provoca sorrisos, contagia, limpa a alma, dá alegria e uma vontade de avançar, mostra atitude! Sorrir é um princípio. Se começarmos a sorrir com as pequenas grandes coisas que temos no nosso íntimo, tudo tem tendência a melhorar. Além de que sempre exercitamos uma série de músculos! Só vantagens!
Sorrir por estar vivo parece-me um óptimo motivo!

Just smile ^^.


segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

don't worry, be happy


ever tried
ever failed
no matter
try again
fail again
fail better

Porquê um blog?

"Escrevo porque é isso que todos esperam de mim. Escrevo porque inutilmente creio na imortalidade das bibliotecas e em como meus livros estão nas estantes. Escrevo porque a vida, o mundo, tudo, é incrivelmente charmoso e surpreendente. Escrevo porque me agrado em dar toda essa beleza às palavras e essa riqueza à vida. Escrevo não para contar uma história, mas sim para criar uma história. Escrevo para me livrar da sensação de que há um lugar para onde devo ir, mas não consigo chegar, como num sonho. Escrevo porque não consigo ser feliz. Escrevo para ser feliz”

. Orhan Pamuk .